Com pesar, recebemos hoje (8) a triste notícia do falecimento da fotógrafa Rosa Guaditano (1955-2025), aos 70 anos, em decorrência de um infarto, na quinta-feira (7).
Em 1979, contratada pela Veja, Rosa produziu fotos durante dois meses em espaços de sociabilidade lésbica da capital paulista. Algumas dessas fotos foram exibidas em 2023, na 35ª Bienal de São Paulo, e foram cedidas generosamente pela autora para que as utilizássemos na exposição “Vidas dissidentes em ditadura. Repressão, Imaginário Social e Cotidiano”.
Seu trabalho tem um valor inestimável por registrar cenas de afeto, amizade e diversão entre mulheres lésbicas durante a ditadura, em espaços como o Ferro’s Bar e a boate Dinossauros.
Em sua carreira, Rosa passou por veículos como Versus, Folha de S. Paulo e Time, destacando-se por seu trabalho com movimentos sociais, particularmente feministas. Mas, há, também, uma contribuição importante relacionada à memória das prostitutas, manifestações sindicais, povos indígenas e trabalhos sobre a desigualdade social.
Sua obra rendeu prêmios como o Abril de Jornalismo (1986) e Photo Spaña (2022), além de ter sido incorporada a acervos de instituições como o Masp e o Conselho Mexicano de Fotografia.
Por tudo isso, nós, do Acervo Bajubá e do Arquivo Lésbico Brasileiro, nos solidarizamos com os amigos e familiares de Rosa e, mais do que lamentar sua morte, celebramos seu legado.
Com informações da Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos no Estado de São Paulo (Arfoc-SP) e Revista Zum.
Arquivo Lésbico Brasileiro
Acervo Bajubá

